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terça-feira, 16 de março de 2010

Quarta

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quinta-feira, 11 de março de 2010

àos meu amigos, à minha família.

Esse é um texto diferente do que geralmente posto no blog. Mas eu achei que deveria postar. Porque eu cansei de guardar ele pra mim.

Era mais confortável quando eu estava em casa. Todas as minhas filosofias e conceitos trancadas na rotina e na segurança da novela das oito.
Eu não tinha que explicar o qeu eu acredito, eu simplesmente acreditava.
Eu tinha a certeza de um bar na sexta-feira, de amigos de manhã.
Era confortável não ter que me esforçar pra explicar o que eu estava sentindo. As pessoas sabiam. Sabiam se eu estava triste, feliz, ou entediada. Sabiam se eu estava.
Eu podia ligar e em cinco minutos estariamos passeando pelo condomínio. Ou em meia hora estaríamos juntos em algum lugar.
Sinto saudade deles, da rotina, dos meus sorrisos e das internas.
Quem me conhece sabe que eu não sou dada a elogios. Ou evidenciar o que eu sinto em relação às pessoas.
Mas hoje eu queria que vocês tivessem certeza do que eu sinto em relação a vocês. Pra não deixar dúvidas eu escrevo com todas as letras: Eu amo vocês.
Eu descobri o conceito do amor. O amor dos livros, da saudade. Eu não sou romântica. Não escrevo sobre amor. Mas hoje é diferente.
Hoje é tudo diferente.
Eu descobri que não importa onde eu esteja, quão longe eu esteja, meu amor por vocês vai ser pra sempre.
E que não importa pra onde a vida nos leve, a gente sempre vai lembrar de onde veio. O tempo não para e caminha sempre pra frente. Mas as memórias são sempre do que já foi.
Descobri que ninguém tem saudade do que foi ruim. E que vocês são a melhor e única parte de mim.

Vida longa à vocês.

domingo, 7 de março de 2010

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Tentando colocar em imagens o que eu falhei em palavras.

( se clicar na imagem aumenta)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Babe.

Uma bola de repulsa entalada na garganta rasgava os tecidos da sua integridade. Os dedos fincados em suas ancas a pressionavam contra o chão de terra. Suas mãos, cansadas de tentar, estiravam ao lado do corpo inerte.

Ela estava fria, morta. Pelo menos se sentia assim. Todo o calor do corpo estava concentrado nos olhos, que mesmo cerrados não impediam as lágrimas de escorrer. As gotas queimavam a face no caminho formado entre os cílios e os cabelos. Seus olhos não brilhavam mais.

O corpo dele sobre o dela, repetia os movimentos que rasgavam suas entranhas. Ela podia sentir coragem e razão se esvaindo do seu corpo, penetrando pela terra. Ela abriu os olhos e viu um semblante de prazer, quase um sorriso. As lágrimas corriam em velocidade constante.

Uma gota de suor começava a se formar no queixo, o líquido acompanhava o movimento. A gota caiu acertando o ombro esquerdo. Funcionou como uma bala, furando o corpo, corroendo a carne.

Ambos os olhos se encontraram. O prazer nos olhos dele sugavam seu orgulho e toda a integridade.

- Babe, não consigo continuar se eu te vir chorando...

Ele pegou uma camisa azulada e cobriu o rosto encharcado de lágrimas.

Ela via as fibras do tecido entrelaçadas umas às outras. O corpo começou a esquentar, incitando abstração. Não sentia mais desespero. Estava mergulhada em um tanque de frustração. Estava calma. Sentiu serenidade se espalhando pelas veias, preenchendo todo o vazio. Fechou os olhos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ego

Estavam paradas, uma de frente pra outra. Os olhos marejavam ódio e desespero. As mãos suadas tremiam com o indicador no gatilho. O suor escorria pela raiz do cabelo em direção às bochechas.

"Filha da puta", pensou. "Filha da puta!", disse. "FIlha da puta! Filha da Puta! Gritou se curvando como se sentisse dor. Agora, as lágrimas escorriam pelo rosto em direção ao queixo e despencavam no carpete creme.

Ela estava descalça, os dedos do pé se comprimiam contra o chão. Ela queria sentir dor.

Respirou fundo, levantou o tronco em um movimento ritmico e voltaram a se encarar. A mão livre colocou atrás da orelha a franja que antes colava na lateral do rosto. Os joelhos levemente dobrados mostravam a fragilidade de ambas.

"Teu ego me fudeu, sua filha da puta. Enfia teu ego no cu."

Mirou em direção ao peito da outra e atirou. Duas vezes. Acertou bem no meio do espelho.