Lavou o rosto com angústia e buscou a camisa, emprestada do patrão, na cadeira. Sentiu o algodão, que corria por seus braços e passou os botões por dentre o tecido listrado. Vestiu a calça social cinza, comprada para o enterro do pai, e na falta de cinto formoso, usou um cadarço amarrado a outro. Vestiria sempre o paletó.
Vestiu o pé com meias esportivas tingidas com anilina preta, e por cima os sapatos formais que ganhara do tio. Provavelmente o veria. Pegou a gravata azul, comprada para a ocasião, e passou ao redor do pescoço.Deu um nó com perfeição e o deixou frouxo. Não gostava do nó tocando a garganta. Puxou, pelo colarinho, o paletó que antes estava cuidadosamente dobrado e saiu.
Checou os bolsos por dinheiro para o ônibus e caminhou em direção ao ponto, vestindo o paletó. Duas horas mais tarde, desceu em seu ponto final, em frente ao velório da Paz. Ficou ali, parado, olhando para a porta que descascava tinta branca, revelando a madeira levemente apodrecida.
Adentrou as paredes amarelas que formavam o corredor. As salas por quais passava, transbordavam dor e angústia. Assim como ele. De certa forma, a “transbordância” dos outros fazia com que sentisse melhor. Parou. Estava em frente a uma placa que indicavaa sala G. Subiu o nó da gravata, engoliu o nó na garganta e entrou. Chorou ao ver sua mãe, pálida como nunca fora.
domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Alfredo.
Alfredo, o cachorro, vinha pulando em círculos de felicidade. A língua para fora que respingava saliva pelos móveis da sala, lambia qualquer parte do corpo que estivesse exposta. Alfredo adorava orelhas.
via Alfredo com o traseiro arrebitado e o rabo balançando em posição de ataque, esperando que o dono passasse o meio fio.Era botar um pe na calcada e Alfredo atacava. Lambia o rosto do dono sem excrupulos ou planejamento. O dono tirava os oculos encharcados de saliva e tentava limpar no rodape da camiseta.
Alfredo morreu. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA nao, nao morreu.
Eu ‘e que nao consigo mais desenvolver historias.nao organizo o pensamento. Nao nada. Eu estou com saudade, eu quero ir pra minha casa e quero fugir dos meus problemas aqui e a forma mais eficiente foi matando o Alfredo.
Pronto.
ps: Amanha provavelmente eu va querer ficar aqui. Mas hoje eu estou com saudades.
via Alfredo com o traseiro arrebitado e o rabo balançando em posição de ataque, esperando que o dono passasse o meio fio.Era botar um pe na calcada e Alfredo atacava. Lambia o rosto do dono sem excrupulos ou planejamento. O dono tirava os oculos encharcados de saliva e tentava limpar no rodape da camiseta.
Alfredo morreu. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA nao, nao morreu.
Eu ‘e que nao consigo mais desenvolver historias.nao organizo o pensamento. Nao nada. Eu estou com saudade, eu quero ir pra minha casa e quero fugir dos meus problemas aqui e a forma mais eficiente foi matando o Alfredo.
Pronto.
ps: Amanha provavelmente eu va querer ficar aqui. Mas hoje eu estou com saudades.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Hoje
Sento e tento compor uma linha, uma história. Nada me satisfaz. As palavras me fogem, os sinônimos me escapam. A poesia não existe. Então me ocorre a possibilidade das minhas palavras já estarem escritas, minhas frases já estarem formadas e minhas rimas, que não existem, ja estarem rimadas. E se a fonte secou? A nascente morreu? E se o prazer de traduzir em palavras as coisas que penso, que sinto, foi me tirado do mesmo modo que do desespero se tiraria o grito? Hoje me sinto muda.
domingo, 15 de agosto de 2010
Updating
Perdao pela ausencia, estava viajando e ocupada com coisas da escola. Escrevi algumas coisas, mas eu nao gostei do resultado. As palavras me fogem, e eu nao consigo descrever o que eu pretendo. Escrevi uma coisa diferente do normal, uma musica. Esta em ingles, e eu nao vou traduzir. (:
You don’t know and neither do i.
Have a cup of tea, stay for the night.
What else can we do? Maybe try to find out?
Well, I don’t know, have a cup of life.
You knocked on my door, saying you wanted to chat.
Take your feet off the table, put it here on my lap.
What do you wanna do? Watch a movie or so?
One sugar or two? A little bit of milk?
Wouldn’t it be easier if we already knew?
I agree with you, I read this movie review.
You said ‘I love you’, that’s not fair.
Please don’t stop smiling, keep touching my hair.
You cant come here saying ‘I changed my mind’
Stop, you know that tickles, you are making me smile.
With our heads this close I can hear your breathe
You are so warm, time made me forget.
You are holding my face, looking at me in the eye
I can’t move my legs, I feel some butterflies.
Wait. Stop. I must talk to you.
You broke my heart in thousand pieces or two.
I could be nice and let you explain,
But, do you know what? Get out of my face.
You came back, I can’t believe.
Could you please shut the door when you leave?
You don’t know and neither do i.
Have a cup of tea, stay for the night.
What else can we do? Maybe try to find out?
Well, I don’t know, have a cup of life.
You knocked on my door, saying you wanted to chat.
Take your feet off the table, put it here on my lap.
What do you wanna do? Watch a movie or so?
One sugar or two? A little bit of milk?
Wouldn’t it be easier if we already knew?
I agree with you, I read this movie review.
You said ‘I love you’, that’s not fair.
Please don’t stop smiling, keep touching my hair.
You cant come here saying ‘I changed my mind’
Stop, you know that tickles, you are making me smile.
With our heads this close I can hear your breathe
You are so warm, time made me forget.
You are holding my face, looking at me in the eye
I can’t move my legs, I feel some butterflies.
Wait. Stop. I must talk to you.
You broke my heart in thousand pieces or two.
I could be nice and let you explain,
But, do you know what? Get out of my face.
You came back, I can’t believe.
Could you please shut the door when you leave?
sábado, 26 de junho de 2010
Cinco Minutos
Levou a chama até a ponta do cigarro, a fumaça entrou pela garganta e preencheu os pulmões tentando amenizar a angústia percorrendo suas veias.
Ela estava morrendo, sentia seus órgãos se decompondo, o câncer era como o vento que consumia seu cigarro de forma mais rápida que os seus pulmões. O cigarro era a vida.
Riu com a ironia e tragou mais uma vez.
O instinto sustentava os olhos marejados, tentando impedir as lágrimas de escapar. As lágrimas, quando escorriam, eram pesadas e despencavam acertando o chão de terra.
Ela queria poder parar o tempo, parar as horas pra descansar. Cinco minutos de intervalo antes de voltar a definhar.
A próxima lágrima estava pronta. Passou o indicador pressionando a pálpebra inferior e roubou a gota salgada para si. Segurou o cigarro na mão oposta e esperou até a lágrima despencar dos dedos e acertar a brasa.
O cigarro apagou e ela sorriu.
Ela estava morrendo, sentia seus órgãos se decompondo, o câncer era como o vento que consumia seu cigarro de forma mais rápida que os seus pulmões. O cigarro era a vida.
Riu com a ironia e tragou mais uma vez.
O instinto sustentava os olhos marejados, tentando impedir as lágrimas de escapar. As lágrimas, quando escorriam, eram pesadas e despencavam acertando o chão de terra.
Ela queria poder parar o tempo, parar as horas pra descansar. Cinco minutos de intervalo antes de voltar a definhar.
A próxima lágrima estava pronta. Passou o indicador pressionando a pálpebra inferior e roubou a gota salgada para si. Segurou o cigarro na mão oposta e esperou até a lágrima despencar dos dedos e acertar a brasa.
O cigarro apagou e ela sorriu.
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